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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Doria lamenta interrupção de testes da vacina de Oxford

Equipe BR Político

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O governador de São Paulo, João Doria, lamentou a interrupção temporária dos estudos clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford contra o coronavírus nesta quarta-feira, 9. O governador reforçou em entrevista coletiva que os testes da vacina coronavac, feitos pelo Instituto Butantã em parceria com a chinesa Sinovac Biotech, são positivos e que os voluntários não apresentaram ainda reações adversas. 

O governador de São Paulo, João Doria

O governador de São Paulo, João Doria Foto: Governo do Estado de São Paulo

“Lamento a interrupção dos testes de Oxford e pessoalmente torço para que tudo corra bem. Nossa corrida não é para saber qual vacina chegará primeiro, mas é uma corrida pela vida. Todas as vacinas que foram boas, testadas e aprovadas devem ser colocadas para a imunização da população. Não importa que seja inglesa, russa ou de outro país. O que importa é que seja testada e aprovada pela Anvisa”, afirmou Doria.

O presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas, afirmou na coletiva que a coronavac, feita com o vírus inativado, tem tecnologia diferente da vacina de Oxford e a interrupção do estudo da imunização inglesa não interfere no que é feito com a coronavac. De acordo com Covas, até o final de setembro todos os voluntários terão tomado as duas doses da vacina e em 15 de outubro, haverá a análise de eficácia da terceira fase de testes. 

“Se for demonstrada essa eficácia, a vacina poderá ser registrada na Anvisa. Em dezembro, o Butantã terá 46 milhões de doses para o Ministério da Saúde, que poderá iniciar o programa de imunização”, disse o presidente do Instituto.