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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Doria: ‘País quer distância de quem prega medidas de exceção’

Equipe BR Político

Em nota à imprensa, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) afirmou que o País quer “distância dos radicais que pregam medidas de exceção e atentam contra a Constituição”. Apesar de não citar nomes diretamente, a afirmação do governador é uma resposta à fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) a respeito da possibilidade um “novo AI-5” caso a esquerda brasileira se radicalize e convoque manifestações semelhantes às do Chile. Mais cedo nesta quinta-feira, 31, o partido de Doria, o PSDB, já havia repudiado a afirmação.

“Repudiamos a tentação autoritária e o silêncio de quem as patrocina. Conheci de perto o mal que ditadores e ditaduras fazem às pessoas, às famílias e ao país”, diz o texto. “O Brasil consolidou, ao longo de três décadas, a sua ordem democrática. (…) A ruptura do modelo democrático é inaceitável. Reviver o passado traumático da nossa história é condenar o futuro do país e do seu povo. A democracia brasileira não tem medo de bravatas”.

Como você leu aqui no BRP, além de Doria, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e diversos outros políticos repudiaram a fala do filho “03” do presidente Jair Bolsonaro. Rede, PSOL, PDT e o movimento Livres já afirmaram que irão entrar com um pedido de representação contra Eduardo no Conselho de Ética e no STF. Alguns pedem, inclusive, a cassação do mandato de Eduardo.

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