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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Dose de cloroquina contra coronavírus mataria o paciente’, diz especialista

Gustavo Zucchi

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Mesmo com toda a esperança de Jair Bolsonaro de que a cloroquina será uma solução contra o coronavírus, Amilcar Tanuri, um dos maiores especialistas em vírus do Brasil, não vê o medicamento como porta de saída para a crise. Ao Estadão, ele indicou que a dose da substância que seria suficiente para inibir a ação do vírus seria tão alta que faria mais mal do que bem ao paciente.

A dose da substância suficiente para inibir a ação do vírus faria mais mal do que bem ao paciente

A dose da substância suficiente para inibir a ação do vírus faria mais mal do que bem ao paciente Foto: Márcio Pinheiro/SESA

“A cloroquina inibe vários vírus, impede que eles injetem seu material genético dentro da célula (entrar nas células é o mecanismo de invasão do vírus no organismo). Porém a dose de cloroquina necessária para bloquear essa ação é muito alta. Não teria como alcançar isso no sangue dos pacientes. Eles morreriam intoxicados”, explicou.

Tanuri é integrante do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde são feitos testes de diagnóstico para o covid-19. Nesta quinta-feira, 26, Bolsonaro levou para reunião de membros do G-20 uma caixa de do Reuquinol, medicamento que contém a cloroquina. Por enquanto, como recomenda Tanuri, a recomendação é não utilizá-lo em pacientes fora de estudos clínicos.

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