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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Drama familiar na audiência de Weintraub

Equipe BR Político

A sessão da Comissão de Educação da Câmara desta quarta-feira, 11, quase assistiu ao ministro do MEC, Abraham Weintraub, chorar após a série de críticas da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) contra o titular da pasta. Ela começou sua fala dizendo que ele cometia delitos administrativos, que prevaricava ao não fornecer provas das acusações contra as federais sobre produção de drogas, que ele teria negócios com o setor da educação privada, que ele é pequeno demais para acabar com a UNE, que ele e o governo são o joio, que ele está envolvido em irregularidades e, a gota d’água, que ele é cruel por estar em briga judicial pela herança do pai.

Nesse momento, o caldo entorna. “Não existe escrúpulo, não existe moral, não existe caráter. Meu pai teve o patrimônio dele tirado, e a gente está brigando para devolverem o patrimônio para ele”, respondeu com voz embargada, para acrescentar em seguida que sua mãe, que não havia sido citada por Alice, morreu há 20 anos, que não era justo que falassem dela ali, embora Alice não tenha mencionado a mãe dele. “Parabéns, a senhora conseguiu me deixar de joelhos”, acrescentou.

“Não tenho negócios nenhum, minha vida foi vasculhada inteira. Quantas pessoas eu recusei receber no MEC? (…) Eu não sou ladrão. Eu não tenho ficha corrida na polícia. Mas um monte de gente que participou do governo passado tem”, acrescentou

Como você leu aqui no BRP, Weintraub foi convocado para explicar suas acusações de que haveria plantações de maconha e laboratórios de química sendo usados para produzir drogas sintéticas nas federais. “Vossa Excelência não trouxe a essa Casa qualquer resultado, de qualquer investigação, que comprove que as universidades brasileiras são responsáveis. Vossa Excelência repetiu matérias da imprensa, casos isolados, que foram tratados pelas autoridades policiais e acadêmicas, mas não provou o elo entre as gestões universitárias e esses episódios isolados”, disse Portugal. A deputada Margarida Salomão (PT-MG) também cobrou provas para as alegações de Weintraub, além “apresentações sensacionalistas”.