Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

E nada do veto ao reajuste dos servidores

Vera Magalhães

Exclusivo para assinantes

Já faz mais de uma semana que Jair Bolsonaro, ao vivo em pé na Praça dos Três Poderes depois de sua excursão ao Supremo Tribunal Federal, prometeu, ao lado de Paulo Guedes, que acataria sua recomendação e vetaria o dispositivo do projeto de ajuda a Estados e municípios que excetuava várias categorias do congelamento de reajustes salariais por 18 meses.

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Aproveitou a ocasião festiva, naquela quinta-feira, dia 7, para tecer loas a Guedes, e para afirmar que, na economia, mandava ele. Só que até agora nada de o tal veto sair.

Ainda no fim de semana a equipe econômica mandou para a Casa Civil as justificativas técnicas para o veto, considerado essencial pelo ministro. Bolsonaro foi enrolando. A razão era uma só: já havia combinado com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o aumento para a Polícia Militar do DF.

O aumento saiu nesta quarta-feira, com direito a votação-relâmpago do Senado. Desmoralização para Guedes, que foi trollado em público pelo chefe.

Mas então, por que o veto não saiu depois do aumento para os policiais? Agora as notícias do Planalto são de que Bolsonaro quer antes se reunir com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre para que, após o veto, o Congresso não o derrube.