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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘É o último recurso’, diz Tabata sobre impeachment de Weintraub

Equipe BR Político

A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) afirmou nesta quarta, 5, que o pedido de afastamento do ministro da Educação, Abraham Weintraub, é o último recurso dos parlamentares para remediar a situação da ineficiência gerencial no MEC, já que o presidente da República não reagiu às recentes críticas ao ministro. “Já ultrapassou todos os limites e ele continua como se estivesse tudo bem”, disse ao BRP. “A decisão cabia até então ao presidente da República e cabe agora ao STF.” 

A deputada Tabata Amaral (PDT-SP)

A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A deputada federal lidera, junto ao deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), o grupo de 28 parlamentares que assinam um pedido de impeachment contra Weintraub, protocolado no Supremo Tribunal Federal. Ela afirmou que espera que Bolsonaro aja antes do julgamento do pedido. “Talvez com isso consigamos quem sabe, que o presidente da República tome consciência, e tome uma decisão antes mesmo de um julgamento do STF.”

“Foi a maior crise da educação e ele não se pronuncia no sentido de dar uma resposta e apresentar solução. Temos um grande silêncio dele e do presidente”, disse.

O pedido denuncia o ministro por crimes de responsabilidade e quebra da impessoalidade do cargo. Segundo o documento, o ministro fere três princípios que caracterizam crimes de responsabilidade. O da eficiência, que dá como exemplo a omissão quanto ao uso de R$ 1 bilhão resgatados pela Lava Jato destinados à área; o da transparência, no caso das respostas às falhas do Enem; e o da impessoalidade, que menciona a resposta de Weintraub no Twitter ao pai de uma estudante que pedia a revisão da nota de sua filha.

O documento acusa também o ministro por quebra de decoro, devido aos xingamentos contra opositores, parlamentares, alunos, pais e até políticos de outros países, praticados por Weintraub.

Segundo a deputada, que presidiu a comissão que acompanhou e fez um raio-x do trabalho do Ministério da Educação em 2019, o ministro não respondeu às sugestões e avaliações propostas. “Passamos um ano fazendo reuniões com o ministério, convidando ele para vir aqui, pedindo reunião, apresentando sugestões e é um grande silêncio e conjunto de ofensas que ele dá como resposta.”

Além de Tabata, os deputados Alexandre Frota (PSDB), Alexandre Padilha (PT), Aliel Machado (PSB), Danilo Cabral (PSB), Edmilson Rodrigues (PSOL), Fabiano Tolentino (Cidadania), Felipe Rigoni (PSB), Fernanda Melchionna (PSOL), Fabiano Tolentino (Cidadania), Gil Cutrim (PDT), Henrique Fontana (PT), João Campos (PSB), Joênia Wapichana (REDE), Marcelo Calero (Cidadania), Marcio Jerry (PCdoB), Margarida Salomão (PT), Maria do Rosario (PT), Pedro Uczai (PT), Perpétua Almeida (PCdoB), Professor Israel (PV), Rafael Motta (PSB), Raul Henry (MDB), Reginaldo Lopes (PT), Rodrigo Agostinho (PSB) e Rosa Neide (PT) também assinaram o pedido, além dos senadores  lessandro Vieira (Cidadania) e Fabiano Contarato (Rede). / Roberta Vassallo