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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

EBC: de candidata à extinção a queridinha

Vera Magalhães

Bastou o primeiro ano de governo para a promessa de Jair Bolsonaro de extinguir a EBC –eternizada na campanha com a pecha deletéria de “TV Lula”– cair de vez na conta do estelionato eleitoral. Não só a TV Lula mudou de dono como a TV Bolsonaro virou um foco de profusão de ideologia olavista.

Agora, a EBC foi alçada à condição de queridinha do governo. No Twitter, a Secretaria de Governo divulgou notícia da Agência Brasil com dados da Controladoria Geral da União que aponta a empresa de comunicação como a mais elogiada pelos cidadãos.

O levantamento é fruto de todos os acessos às ouvidorias de 350 serviços públicos reunidos no portal Fala.BR. Os vários canais da EBC teriam acumulado 488 elogios –a maioria, de acordo com a pesquisa, ao conteúdo jornalístico veiculado.

As críticas ferozes feitas por Bolsonaro e os filhos à existência de uma TV pública sem audiência foram substituídas por uma defesa ferrenha da sua manutenção –muito parecido com o do PT. “Apresentamos produtos de qualidade, com conteúdo e credibilidade. (A empresa) é um instrumento na mão do Estado, acima de governo, para veicular programação que interesse a todos”, disse Luiz Carlos Pereira Gomes, presidente da EBC.