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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Economia de R$ 1,1 tri virá dos pobres, diz economista

Equipe BR Político

A economia de R$ 1,1 trilhão em 10 anos prevista pelo ministro Paulo Guedes com a reforma da Previdência foi duramente criticada por economistas que participaram nesta segunda, 25, de audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), no Senado. Segundo o economista Clovis Scherer, do Dieese, o valor sairá do regime geral ligado ao setor privado (RGPS) e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“86% (do R$ 1,1 tri) sai do RGPS e do BPC. Então como você pode afirmar que a nova Previdência combate privilégios, se ela atinge em cheio dois segmentos que não tem nenhum privilégio? O teto do RGPS é R$ 5.839, o BPC é um salário mínimo (R$ 998)”, disse. Ele acrescentou que “o governo alega que está preservando quem ganha um salário mínimo. Mas daí pra cima, todos perdem. A perda será de até 15% para assalariados que recebam acima do mínimo até cinco mínimos. Isso é importantíssimo, porque estes são os segurados que representam a maior fatia das despesas. Sobre eles recairão os cortes”.

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