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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Economia em câmera lenta e o risco de marcha à ré

Vera Magalhães

Enquanto os ecos das soluções heterodoxas do passado nos chegam da Argentina, que declarou moratória da dívida e quer rever a dívida com o FMI, estudo da Fundação Getúlio Vargas publicado nesta quinta-feira pelo Estadão mostra que ainda não conseguimos sair da última recessão –agravada pela “nova matriz econômica” do PT. A recuperação da economia brasileira é a mais lenta em 40 anos: até agora o País só conseguiu recuperar 30% do que perdeu de 2014 a 2016. Na recessão, o PIB brasileiro despencou 8,2%, e desde que a trajetória voltou a ser levemente positiva, em janeiro de 2017, a economia só acumula 3,2% de crescimento.

Diante de dados como a forte valorização do dólar frente ao real nos últimos dias, começam a pipocar ideias para conter a volatilidade da moeda brasileira, como já se fez também no passado. Em sua coluna desta semana no Estadão, a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, mostra que seria um erro pensar em limites para a oscilação do real. “Não é possível ter meta de inflação e de taxa de câmbio ao mesmo tempo. Já utilizamos no passado regimes de administração da taxa de câmbio e eles se mostraram insustentáveis, enquanto o regime de metas de inflação tem sido bem-sucedido.”