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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo apoia invasão na embaixada, Planalto nega incentivo a ação

Equipe BR Político

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) manifestou apoio à invasão da embaixada da Venezuela por um grupo de aliados do autodeclarado presidente do país, Juan Guaidó, opositor de Nicolás Maduro. Como você viu no BRP, o grupo entrou no prédio na madrugada desta quarta-feira, 13.

“Ao que parece agora está sendo feito o certo, o justo”, escreveu o filho do presidente Jair Bolsonaro no Twitter. Eduardo, além de apoiador de Guaidó, é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) afirmou que o presidente Bolsonaro “jamais tomou conhecimento” ou incentivou a invasão da embaixada. O texto diz ainda que as forças de segurança, da União e do Distrito Federal estão tomando providências para que a situação se resolva “pacificamente”.

“Como sempre, há indivíduos inescrupulosos e levianos que querem tirar proveito dos acontecimentos para gerar desordem e instabilidade”, diz a nota completando: “O Presidente da República jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da Embaixada da Venezuela, por partidários do Sr. Juan Guaidó”, diz o documento.

No meio diplomático, a ocupação da embaixada tem sido encarada como uma invasão, uma vez que o presidente da Venezuela atualmente, e de fato, é Nicolás Maduro. Mesmo que a entrada dos aliados de Guaidó na embaixada tenha ocorrido com o consentimento dos funcionários de Maduro que lá estavam, a avaliação é de que, para efeitos diplomáticos, trata-se de uma invasão, segundo o Broadcast Político.