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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo: ‘Bolívia vive, no mínimo, uma democracia cambaleante’

Marcelo de Moraes

O PSL, partido de Jair Bolsonaro, ajudou, ontem, a barrar a inclusão na pauta da Câmara do projeto que concorda com a entrada da Bolivia no Mercosul. Na votação do colégio de líderes, o PSL se somou a outros partidos e a maioria rejeitou o pedido. Para o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, a decisão foi correta. Mas chama a atenção o tom adotado por ele nas redes sociais ao se referir à Bolívia. Na visão do deputado, que preside à Comissão de Relações Exteriores da Câmara e pleiteia a vaga de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, a Bolívia “vive, no mínimo, uma democracia cambaleante”. Será que vem aí mais uma sequência de trombadas do Brasil com outros países? Não custa lembrar que Bolsonaro está organizando uma reunião em Letícia, na Colômbia, para os países amazônicos discutirem a situação da região. Como o governo brasileiro nem reconhece mais a legitimidade de Nicolás Maduro à frente da Venezuela e segue quebrando o pau com o presidente da França, Emmanuel Macron – o que dificulta a presença da Guiana Francesa na conversa -, os comentários negativos do filho do presidente podem começar a desgastar a relação com os bolivianos também.

“Ontem, no colégio de líderes, o PSL se posicionou contra a inclusão na pauta da entrada da BOLÍVIA no Mercosul. Posição que prevaleceu. A Bolívia vive, no mínimo, uma democracia cambaleante, o que pode ferir a cláusula democrática do Mercosul e gerar prejuízos ao bloco”, escreveu Eduardo.

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