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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo Bolsonaro acusa ‘médicos esquerdistas’ por mortes no Amazonas

Equipe BR Político

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Em uma postagem em sua conta no Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro acusou médicos do Amazonas de ministrarem doses “muito fora do padrão” de cloroquina durante estudos clínicos com doentes de covid-19 para “desqualificar” o medicamente que vem sido defendido por seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, como possibilidade de cura para o novo coronavírus.

Na postagem, Eduardo anexou um texto do site bolsonarista Conexão Política, uma de suas fontes preferenciais nas redes sociais.

“Os responsáveis são do PT, mas isso é pura coincidência, claro”, escreveu o parlamentar, filho do presidente. Se referia ao fato de que o site bolsonrista fez uma “pesquisa no Facebook” de alguns dos responsáveis por ministrar a cloroquina no estudo em que 11 pessoas morreram terem em seus posts defesas de políticos de esquerda, como Fernando Haddad e Guilherme Boulos.

Isso levou ao seguinte título: “A militância médica esquerdista por trás do experimento com alta dosagem de cloroquina”.

É esse o tipo de reportagem que o filho do presidente compartilha em meio à pandemia. Nos comentários, vários seguidores alertaram para a possibilidade de o deputado vir a ser processado por acusar os médicos de deliberadamente matarem pacientes para prejudicar o presidente e “desqualificar” o uso da cloroquina. O texto cita ainda senadores da República pelo fato de terem sido mencionados nos agradecimentos do estudo.

Eduardo ainda cobrou que esse “absurdo seja investigado imediatamente”.