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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo é criticado por dinheiro público em evento conservador

Gustavo Zucchi

O uso de verbas partidárias para financiar a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) gerou críticas dentro da própria direita. Mesmo entre apoiadores de Jair Bolsonaro, já há burburinhos contra a postura de Eduardo Bolsonaro na organização do evento. Eles argumentam que a versão americana da conferência é toda financiada com dinheiro privado, enquanto em terras tupiniquins o “o3” utilizou cerca de R$ 800 mil do fundo partidário do PSL.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro abraça bandeira do Brasil durante Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC)

Eduardo Bolsonaro durante CPAC. Foto: CPAC

Outras organizações da “nova direita” também não pouparam críticas à postura de Eduardo. Veem “dois pesos, duas medidas” no discurso do deputado federal, muito rígido ao falar dos gastos públicos, mas que abriu uma exceção para organizar o encontro de seus apoiadores. O Movimento Brasil Livre, por exemplo, ironizou os gastos dizendo que “algumas coisas nunca mudam”. Já o ILISP (Instituto Liberal de São Paulo) ressumiu: “É o petismo de direita”. Ao final da conferência, Eduardo anunciou que deverá ocorrer uma nova edição do evento em 2020.