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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo diz que quer ser embaixador para defender o pai

Equipe BR Político

Com sua indicação para a vaga de embaixador nos Estados Unidos prevista para ocorrer depois da votação em segundo turno da reforma da Previdência no Senado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu sua nomeação ao cargo como forma de defender seu pai, o presidente da República. “Faço uma pergunta a vocês: quem é que defende Jair Bolsonaro fora do Brasil? Quando a gente olha para fora, quem está falando do Brasil? É o Wagner Moura, o Jean Wyllys, está falando que foi golpe… O gringo está olhando o (documentário) ‘Democracia em Vertigem’ e tira aquilo como verdade para ele”, disse o parlamentar em entrevista à Rádio Jovem Pan.

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

Eduardo Bolsonaro. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O deputado afirmou que não está indo lá para tomar “vinho e uísque”. “As pessoas têm uma ideia de que eu vou viver na vida boa, acordar na hora em que eu quiser, comer caviar todo dia, quando lá também é muito trabalho”.

Ex-estrategista da campanha do presidente Donald Trump e atual desafeto da Casa Branca, Steve Bannon é defensor dessa forma dos governantes de trabalhar em benefício próprio. Como você leu aqui no BRP, Bannon vai participar de evento do movimento que tenta unir a extrema-direita, chamado The Movement, ao lado de Eduardo, em São Paulo, em novembro.

Eduardo comentou, ainda, as últimas notícias a respeito do cargo comissionado que ocupou em Brasília, entre 2003 e 2004, enquanto estudava Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Quem é que disse que eu tinha que estar presente em Brasília? Não tinha. Se eu tiver um assessor meu, ele tem que bater ponto em Brasília? Não tem. Eu posso ter um assessor meu morando em Santos, em São José do Rio Preto, em Votuporanga”.