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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo cobra lealdade a Bolsonaro

Equipe BR Político

O novo líder da bancada do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro, concedeu entrevista ao Estadão em que disse que pretende “engolir sapos” para tentar pacificar o partido –mas ainda assim chamou a deputada Joice Hasselman de “tresloucada–, disse ter convicção de que teria os votos para ser aprovado pelo Senado para a Embaixada do Brasil em Washington, classificou seu inglês como “perfect” e admitiu ser candidato a presidente se isso for uma “missão” e se houver “clamor popular”.

Eduardo negou que a embaixada fosse um presente que iria ganhar do pai. “Não é um sonho. O senso comum acredita que isso é comer caviar todo dia e morar numa excelente casa, mas não é só glamour. Tem muito trabalho. A minha intenção não era ter uma vida boa, não era meu pai me dando presente, como a oposição tenta pintar. Certamente eu seria o embaixador mais cobrado do mundo.”

A questão da “cobrança” também é colocada por ele como um fator a jogar contra a ideia de candidatura presidencial, mas ainda assim ele diz que pode ser candidato se não houver um sucessor natural do pai. Para ele, o que se espera de um deputado do PSL é lealdade a Bolsonaro, e não ao fundo partidário. Afirmou que é mestre em engolir sapos e tapar o nariz para não responder a desaforos, mas ainda assim desferiu críticas à deputada Joice.