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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo critica China por coronavírus e causa crise diplomática

Gustavo Zucchi

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Ao reverberar uma das narrativas difundidas pela ala olavista dos apoiadores do governo, Eduardo Bolsonaro conseguiu criar uma crise diplomática. O filho do presidente foi às redes sociais comparar a disseminação da doença com o desastre de Chernobyl, e irritou a embaixada chinesa no Brasil. Nosso “chanceler informal” acusou um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, sem ter provas concretas disto, de ter escondido propositalmente a gravidade da doença, de modo semelhante ao que fizeram os soviéticos no acidente nuclear. Pelas redes sociais, os chineses responderam: “As suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos”, escreveu em resposta a Eduardo o perfil oficial da Embaixada chinesa.

“Você foi recentemente a Miami e trouxe de volta o vírus do pensamento que envenenou os sentimentos amigáveis entre a China e o Paquistão. Você não tem uma perspectiva internacional, é ignorante sobre a China,  ignorante sobre o mundo e ignorância sobre a história”, escreveu em chinês a embaixada.

O embaixador Yang Wanming também se manifestou. “A parte chinesa repudia veementemente as suas palavras, e exige que as retire imediatamente e peça uma desculpa ao povo chinês. Vou protestar e manifestar a nossa indignação junto ao Itamaraty e a Câmara”, disse.

 

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