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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo embaixador seria só ‘interesse pessoal do presidente’

Equipe BR Político

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), disse que a decisão dos EUA de esperar até formalizar o apoio à entrada do Brasil na OCDE pode ser um balde de água fria na indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao cargo de embaixador em Washington. “Vejo com muita dificuldade a aprovação. Converso muito nos bastidores, já estava complicado. Mas, hoje, com a negativa da OCDE, aprovar Eduardo seria para atender a um interesse pessoal do presidente”, disse nesta sexta-feira, 11.

Segundo o G1, a decisão dos EUA enfraquece um dos principais argumentos do Planalto para indicação: o de que Eduardo, se embaixador, poderia ajudar na aproximação e na relações comercias entre os dois países devido à suposta proximidade de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, com o líder americano, Donald Trump.

Já o líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), acredita que as recentes declarações do presidente americano, Trump, acalmaram a situação. Como você leu aqui no BRP, Trump reforçou nesta sexta-feira que mantém o apoio ao presidente Bolsonaro e à entrada do Brasil na OCDE. “Vai ser (só) um argumento a mais para quem já era contra”, diz Bezerra. Segundo o senador, a última informação que tinha era a de que a indicação oficial de Eduardo seria enviada ao Congresso após a votação da reforma da Previdência.