Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo explica ‘lobby’ por armas estrangeiras no Brasil

Gustavo Zucchi

Exclusivo para assinantes

O filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, está tentando explicar seu “esforço” para que empresas estrangeiras tenham permissão de comercializar e fabricar armas de fogo no País. Na última terça-feira, matéria da Folha mostrou que o deputado federal é visto como uma espécie de “garoto propaganda” da alemã SIG Sauer no Brasil. A marca está perto de fechar um contrato com o Exército para fabricação de pistolas em território nacional.

“Sou a favor de qualquer empresa de armas vir produzir e gerar empregos no Brasil, bem como trabalho para trazer montadoras de carros, aeroespaciais e quaisquer outras que beneficiem nosso Brasil com tecnologia, empregos e consequentes melhorias sociais”, afirmou Eduardo em suas redes sociais.

Em abril do ano passado, Eduardo chegou a receber em seu gabinete representantes da SIG Sauer para tratar da instalação da fábrica no Brasil. “Competência e excelência no produto existe, falta a garantia política que o lobby não atochará tantas burocracias para emperrar a instalação”, disse Eduardo na ocasião.

Hoje o mercado brasileiro é dominado pela CBC/Taurus, empresa que foi criticada por Eduardo. “Várias pistolas portadas por policiais no Brasil são de qualidade duvidosa, havendo relatos de disparos com meras chacoalhadas, o que põe em risco não só o policial, mas também o cidadão abordado”, escreveu. “Em 2016 participei de sessão na Câmara com as vítimas da Taurus, maioria de policiais atingidos por disparos acidentais com armas da fabricante. Quem esse monopólio beneficia?”

Assim como seu pai, o parlamentar é um defensor de uma maior flexibilização do posso e porte de armas de fogo. Ontem, Eduardo esteve com o novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre, e um dos temas discutidos foi o armamento, como o próprio parlamentar destacou em suas redes sociais.

Tudo o que sabemos sobre:

Eduardo Bolsonaroarmas de fogo