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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eduardo usa abolicionista para justificar ‘anonimato’ em publicações

Gustavo Zucchi

O deputado Eduardo Bolsonaro, que vira e mexe ataca os trabalhos da CPMI das Fake News, foi buscar na história uma justificativa para o batalhão de anônimos nas redes sociais que atacam sem dó os adversários e dissidentes do governo de Jair Bolsonaro. Para o “03”, a situação é semelhante aos pseudônimos utilizados pelo diplomata e abolicionista  Joaquim Nabuco, que utilizava nomes ingleses nos artigos de jornais que escrevia contra os defensores da escravidão. Eduardo separou um trecho do livro de Luiz Felipe d’Avila sobre Nabuco, no qual os artigos do diplomata em favor da lei dos sexagenários é relatada.

“Neste trecho do livro ‘Caráter e Liderança’, que fala sobre Joaquim Nabuco, também o mostra utilizando de pseudônimos não para cometer ilícitos e sim para se proteger dos oligarcas escravocratas da época”, disse, em possível defesa dos perfis anônimos das redes sociais que são acusados de “fake news” e de cometerem crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria.  Eduardo também destaca outro ponto do texto, na qual Nabuco é apontado como um “estadista” por encarar polêmicas e não “fugir de situações desconfortáveis”.