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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Efeito de suspensão da dívida bancária é maior que de auxílio, diz Costa

Equipe BR Político

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O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou nesta tarde de quinta, 21, que “entende” haver concordância entre a equipe econômica do governo federal e a Presidência da República com relação à suspensão da dívida bancária dos Estados com instituições públicas e internacionais, como o Banco Mundial e BID. O pleito foi levado à reunião realizada nesta manhã entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores. Segundo Costa, essa reivindicação de parcelamento das dívidas que vencem este ano ou diluição das parcelas tem peso financeiro maior que o próprio projeto de socorro aos entes federativos nesta pandemia.

O governador da Bahia, Rui Costa

O governador da Bahia, Rui Costa Foto: Nilton Fukuda/Estadão

“É importante que essa negociação se dê. Repito, não é desconto, não é parcelamento da dívida. O que está se pedindo é só para jogar essas parcelas que vão vencer este ano para serem diluídas ou durante o contrato ou jogar para as últimas prestações sem alterar cláusula contratual (taxa de juros), apenas fazendo essa renegociação”, prefaciou.

“Isso, eu diria para muitos Estados, é maior do que o governo federal vai passar. Nós inclusive já fizemos contato com bancos internacionais, como Banco Mundial, e eles afirmaram que têm condições se o governo federal, que é o garantidor, fizer anuência. Eles (bancos) têm plenas condições de caixa de suportar essa suspensão temporária até dezembro do pagamento e reprogramar essas parcelas vencidas este ano. Não haverá problema por parte dos bancos nacionais e internacionais, apenas precisando do aval da equipe econômica e do presidente da república. Pelo que entendi na reunião de hoje, há concordância”, disse.

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