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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Efraim: acordo sobre crise pode retomar diálogo entre Congresso e Planalto

Equipe BR Político

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Depois de batidas frontais entre Congresso e Planalto nesta semana, na quinta-feira, 12, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e lideranças das Casas Legislativas, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciaram que o governo irá editar uma medida provisória para liberar cerca de R$ 5 bilhões das emendas do relator do Orçamento para o Ministério da Saúde, para combate ao surto de coronavírus. O acordo para a liberação das emendas foi visto como consenso entre os Poderes e pode significar uma retomada do diálogo entre Congresso e Planalto, segundo o líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB). A medida foi anunciada na noite da quinta, também pelo presidente Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo pelas redes sociais.

O deputado Efraim Filho (DEM-PB)

O deputado Efraim Filho (DEM-PB) Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

“Temos que enfrentar o grande desafio do País hoje que é o coronavírus. De repente se identificou um inimigo em comum que possa fazer com que voltem os Três Poderes de forma conjunta a retomar o diálogo institucional”, disse ao BRP. A medida versa sobre parte da verba das emendas do relator, que causaram mal estar entre o presidente e parlamentares no acordo dos PLNs sobre o Orçamento impositivo. “Com isso, de repente pode haver uma retomada”, afirma.

De acordo com o deputado, que é do mesmo partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a derrubada do veto de Bolsonaro à ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pelo Congresso nesta semana mostrou que o governo não tem base congressual. Segundo ele, no entanto, a situação ainda pode ser revertida. “Acho que há condições sim de recuperar essa governabilidade em uma relação em que o Congresso consiga analisar a maioria das propostas encaminhadas pelo governo e que o governo tenha uma identidade com a nossa agenda econômica”, avalia.

De acordo com Efraim, os próximos dias serão cruciais nessa relação. Desde a semana passada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem cobrado do Planalto uma agenda para combater o impacto da crise econômica internacional provocada pelo impacto do coronavírus e da guerra de preços do Petróleo. No início desta semana, Guedes entregou uma lista de prioridades ao Congresso que pouco diferia dos planos já defendidos pelo governo no passado e sem um plano de contingência em relação à crise. Além da agenda de crise, o Congresso ficou a ver navios também em relação às reformas administrativa e tributária que o governo havia prometido enviar nesta semana. Só na manhã desta sexta, 13, que o ministro da Economia anunciou que calcula liberar R$ 28 bilhões na economia para amenizar danos diante da pandemia. /Roberta Vassallo

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