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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eleição nas Redes: Quem mais investe em anúncios no Facebook e Instagram

Marlos Ápyus

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Desde 4 de agosto, o Facebook já registrou 117.665 entradas na biblioteca de anúncios ligados a temas sociais, eleições ou política brasileira. Ao todo, os anunciantes investiram R$ 7,2 milhões, ou em torno de R$ 60,96 por peça. Com R$ 2,2 milhões gastos, São Paulo é com folga o estado que mais acredita na disputa virtual. Na outra ponta, o Acre mal passou dos R$ 20 mil empregados.

No período, ninguém apostou mais nas redes de Mark Zuckerberg do que a Brasil Paralelo, produtora por trás de documentários que reescrevem a história do país com base em depoimentos de militantes como Olavo de Carvalho. Os mais de R$ 330 mil liberados até o momento, contudo, não fazem referência à eleição em curso, mas aos serviços prestados pela marca.

A campanha eleitoral agitou alguns cursos de direito, com dois deles reservando quase R$ 200 mil na formação de profissionais que se preparariam para a disputa de novembro. Um especialista e uma agência de marketing digital somam mais de R$ 150 mil de consultorias para candidatos. Um agência de notícias achou por bem usar R$ 45 mil para ampliar o próprio alcance. E a Câmara Municipal de São Paulo empenhou R$ 66 mil na divulgação dos trabalhos da casa.

Entre os candidatos em si, dois ajudam a completar a lista das dez páginas que mais abriram a carteira no período: Luísa Barreto, que disputa a prefeitura de Belo Horizonte pelo PSDB, e Jilmar Tatto, que mira a prefeitura de São Paulo pelo PT. Se o petista tentou se fazer mais conhecido com R$ 42 mil, a tucana já queimou quase R$ 65 mil.

Neste 30 de setembro, havia 680 anúncios na rede que, de alguma forma, faziam referência à palavra “prefeito”, mas apenas 59 remetiam à palavra “prefeita”. A assimetria era também percebida no confronto entre as expressões “vereador”, com em torno de 1.100 anúncios ativos, e “vereadora”, com apenas 190. São, por óbvio, reflexos que um país que ainda precisa apostar em cotas de gênero para reduzir a desigualdade entre homens e mulheres.