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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O risco da política externa de compadrio

Equipe BR Político

As eleições de Israel fornecem ao governo Jair Bolsonaro uma eloquente lição: a de que política externa não deve ser feita na base do compadrio. É sobre isso que William Waack escreve em sua coluna nesta quinta-feira, no Estadão. “Apostas que causam mais problemas do que resolvem são aquelas feitas em política externa nas pessoas, na relação pessoal entre governantes, uma evidente marca da maneira como o atual governo enxerga boa parte dos laços com o mundo lá fora. Os atuais entre Brasil e Israel foram descritos como resultado da “amizade pessoal” entre Bibi e Jair”, escreve, diante da indefinição sobre o resultado do pleito israelense.

O presidente, Jair Bolsonaro, recebe a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Copacabana

O presidente, Jair Bolsonaro, recebe a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O resultado mostrou uma espécie de “empate”: nem Benjamin Netanyahu nem seu rival, o centrista e ex-comandante do Exército Benny Gantz, conseguiram maioria clara para formar o governo, o que levou o atual primeiro-ministro a propor uma exótica coalizão em que ambos “dividissem” o poder.

Waack lembra outro caso de aposta errada de Bolsonaro em política externa, a Argentina, e afirma o que escapa ao Itamaraty de Bolsonaro: países não têm amigos, mas interesses. “Saber quais são e promovê-los sem submetê-los às tais relações pessoais é o que, de fato, permite ganhar sempre, não importa qual a aposta.”

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