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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eleições nas Redes: Em menos de 19 horas, as redes evitam que ‘professor da suástica’ se torne vereador

Marlos Ápyus

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O 7 de outubro estava próximo do fim quando, às 22h46, um professor de Florianópolis alertou no Twitter que “o famoso professor da suástica na piscina” disputava uma vaga de vereador em Pomerode, município de 35 mil habitantes no interior de Santa Catarina.

A postagem não repercutiu tanto. Mas, na manhã seguinte, um jornalista candidato a vereador pelo PSOL de Florianópolis dedicou uma thread ao caso, enfatizando que Wander Pugliesi almejava o cargo pelo Partido Liberal, o mesmo de Pedro de Assis Silvestre, vereador em terceiro lugar na disputa pela prefeitura da capital catarinense.

A repercussão foi enorme, com mais de 3 mil compartilhamentos indignados. No início da tarde, a imprensa já se dedicava ao caso, com O Tempo destacando em manchete que “Devoto de Hitler, candidato tinha suástica em piscina e batizou o filho de Adolf”Repercutida pelo UOL, a notícia renderia mais de 30 mil interações no Facebook, boa parte incentivada por canais como “Quebrando o Tabu” e “Salvem a Democracia”.

Dezoito horas e vinte minutos após o primeiro tweet, a coluna Radar, da Veja, comunicava que o Partido Liberal de Santa Catarina já havia removido Wander Pugliesi dos próprio quadros, o que inviabilizaria a candidatura. O PL argumentou que não compactua ideologicamente com o polêmico professor.

De acordo com o Google Trends, o assunto seguia rendendo cada vez mais interesse nas buscas até pelo menos a tarde hoje. Todavia, agora cabe à Justiça Eleitoral agir. Na página do TSE, há oito certidões criminais garantindo nada constar contra o candidato. Mas a candidatura segue aguardando julgamento.