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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eleições nas Redes: Não existe publicidade ruim?

Marlos Ápyus

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Na disputa pela prefeitura de São Paulo, Joice Hasselmann topou uma missão quase impossível: mesmo tendo passado o último ano em conflito com o clã Bolsonaro, conquistar o voto bolsonarista. Mas não tem dado muito certo, ao menos pelo que se verifica nas pesquisas eleitorais, nas quais a margem de erro impede a candidata de se descolar do chão.

Nas redes sociais, enquanto é atacada pela direita, segue ignorada pela esquerda. Foi nesse contexto que, na última sexta-feira, Joice mais uma vez tentou ressignificar ofensas sofridas, e lançou uma peça de campanha com imagens dos Muppets, personagens que a Disney —mordendo a “isca”— negou ainda ontem ter autorizado o uso.

Desde então, conforme o monitoramento do Google Trends, Hasselmann se converteu na candidata que despertou mais interesse no sistema de buscas. No Facebook, chegou a 645 mil o total de pessoas interagindo com as postagens da página oficial da deputada federal, um aumento de 31% em relação ao 2 de outubro, o dia seguinte à participação dela no primeiro debate televiosionado.

No Twitter, contudo, fica mais claro que tipo de reação a deputada tem colhido. O total de comentários da polêmica postagem supera com folga o de compartilhamentos, o que costuma significar que a quantidade de críticas supera a de endossos. E, de fato, as postagens que mais reverberam desde então partem de influenciadores que se mantiveram alinhados com a base bolsonarista do PSL, aquela que preferia outro nome disputando a prefeitura de São Paulo.

Com certo esforço, a métrica mais favorável a Joice vem do Instagram, onde a queda da base de seguidores desacelerou de uma média acima dos 400 para apenas 111 de ontem para hoje. Ainda assim, muito pouco para quem sonha até com voos mais altos em 2022.