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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Eleições nas Redes: O Google Trends antecipou o fenômeno Boulos em São Paulo

Marlos Ápyus

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Na véspera, de acordo com levantamento do Ibope, Bruno Covas contava com uma margem segura de 22 pontos percentuais de vantagem para Guilherme Boulos. Na boca de urna, a distância caiu para apenas 8 pontos. Com a apuração do TRE em 37%, o tucano lidera a corrida com quase 33%, mas o candidato do PSOL supera os 20% dos votos válidos na segunda posição.

Ao que tudo indica, a abstenção atingiu em cheio o eleitorado do PSDB em São Paulo, mas poupou o líder do MTST. O fenômeno foi flagrado pelo Google Trends, que também percebeu, antes mesmo de a votação se encerrar, um interesse em Arthur do Val acima do medido pela pesquisa tradicional.

Não era a primeira vez, no entanto, que o serviço conseguia fotografar ondas de votos na reta final. Há dois anos, o surpreendente resultado de Romeu Zema e Wilson Witzel, que conquistariam respectivamente os governos de Minas Gerais e Rio de Janeiro, também despontaram primeiro nas buscas do Google.

Mas Boulos fez barulho também em outros meios. No Facebook, por volta de 2,3 milhões de pessoas interagiram nos últimos 7 dias com a página do candidato do PSOL. E o Radar Aos Fatos, que monitora conteúdo político no WhatsApp, YouTube e Twitter, encontrou mais de 3,5 mil citações ao sobrenome Boulos em quase 6 mil mensagens compartilhadas sobre a eleição municipal paulistana na semana que passou.

No horário eleitoral, Boulos não conseguia falar por mais de 20 segundos consecutivos. Na web, um trabalho inteligente fez com que o nome do candidato não só despontasse nos mais variados monitoramentos, como também rendesse um número de manchetes positivas de fazer inveja a qualquer um.

Enquanto isso, Covas focou-se num longo tempo de TV e rádio. No segundo turno, será possível confirmar também qual das duas campanhas adotou a estratégia mais efetiva.