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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em 9 meses, Aliança pelo Brasil tem menos de 4% do apoio necessário para registro

Cassia Miranda

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Não é por acaso que o presidente Jair Bolsonaro colocou em xeque o projeto de criação do Aliança pelo Brasil. Até esta terça-feira, 18, a legenda conseguiu registrar apenas 18.702 apoiamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em quase nove meses de coleta de assinaturas.

Jair Bolsonaro em convenção do Aliança pelo Brasil Foto: Gabriela Biló/Estadão

Em transmissão ao vivo na última quinta-feira, 13, Bolsonaro reclamou da burocracia para tirar o partido do papel, disse que não pode “se dedicar 100%” ao projeto e afirmou que foi sondado por ao menos quatro legendas, entre elas o PSL.

O tom da fala do presidente foi bastante diferente da empolgação que ainda existia no início desde ano, quando Bolsonaro chegou a dizer que no pleito de 2022, o Aliança pelo Brasil poderia eleger “uns 100 deputados” e “uns 10 senadores”.

Lançado em novembro do ano passado, após o rompimento de Bolsonaro e com o PSL, o partido que abrigaria o clã Bolsonaro conseguiu apenas 3,8% das quase 492 mil assinaturas necessárias para conseguir o registro no TSE. Atualmente, há 78 partidos em formação no Brasil.

No ritmo atual, a sigla não estaria em pé em menos de 15 anos. Ou seja, seria possível concretizar o sonho ambicioso de Bolsonaro de eleger uma bancada no Congresso com mais de 100 parlamentares do Aliança pelo Brasil.