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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em carta a Mourão, europeus dizem que desmatamento dificulta comércio

Equipe BR Político

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Em uma carta enviada ao vice-presidente, Hamilton Mourão, na terça-feira, 15, oito países europeus afirmam que a disparada do desmatamento no Brasil dificulta a compra de produtos brasileiros por consumidores do continente.

O vice-presidente, Hamilton Mourão

O vice-presidente, Hamilton Mourão Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Enquanto os esforços europeus buscam cadeias de suprimentos não vinculadas ao desflorestamento, a atual tendência crescente de desflorestamento no Brasil está tornando cada vez mais difícil para empresas e investidores atender a seus critérios ambientais, sociais e de governança”, diz a carta assinada pela Parceria das Declarações de Amsterdã, formada pela Alemanha, Dinamarca, França, Itália, Holanda Noruega e Reino Unido, além da Bélgica, que não faz parte do grupo.

Mourão, que coordena o Conselho da Amazônia, afirmou nesta quarta-feira, 16, que o Itamaraty deve procurar o embaixador da Alemanha, país que preside atualmente a parceria, e também informou que o governo brasileiro vai organizar uma viagem de embaixadores à Amazônia. 

“Na carta, eles colocam os representantes deles à disposição para o diálogo, daí nós estamos planejando aquela viagem, que já falei para vocês a Amazônia, vai ser feita no final de outubro. Então, é isso que debatemos ali”, disse o vice-presidente.

Na manhã desta quarta, Mourão se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles e a ministra a Agricultura, Tereza Cristina para discutir o assunto, depois que 230 organizações ambientais e empresas ligadas à indústria e ao agronegócio se uniram para pedir uma reação do governo à devastação da Amazônia. Na reunião, a carta dos países europeus também foi mencionada.

Em junho, Mourão já havia recebido uma carta de investidores estrangeiros alertando para a retirada de dinheiro do Brasil por conta do desmatamento, a que Mourão respondeu na ocasião com promessas pouco objetivas de ações e metas de redução.