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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em defesa de Marielle, Freixo diz que PF não pertence a Bolsonaro

Equipe BR Político

Após a revista Veja localizar Alberto Jorge Ferreira Mateus, o porteiro que citou o presidente Bolsonaro nas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) se manifestou nesta sexta, 8, sobre o andamento do caso. “Não há nenhuma razão para federalizar esse crime”, disse ele em um vídeo publicado no Twitter do PSOL. 

Freixo defendeu o trabalho da Polícia Civil do Rio de Janeiro. “Com todos os problemas que temos e limites da investigação, a Polícia Civil chegou aos assassinos, prendeu os assassinos e tem linhas de investigação”, disse ele. Pelo Twitter, a viúva de Marielle, Monica Benício, também já havia defendido o mesmo. Em setembro, antes de deixar a Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge pediu ao Superior Tribunal de Justiça a federalização do caso. O STJ ainda não tem data para julgar o pedido.

No mesmo vídeo, Freixo criticou o ministro da Justiça Sérgio Moro. “Você não tem condições de se apropriar desse caso a pedido e interesse de Bolsonaro”. Freixo disse ainda que a Polícia Federal “não pertence a Bolsonaro” e que o Moro “não é advogado particular do presidente”. Ele também fez críticas ao inquérito instaurado pela PF que irá investigar o porteiro. Para ele, este é “um expediente utilizado na ditadura militar para perseguir crime político e presos políticos”. (Carla Menezes, especial para o BRP)