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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em delação, Palocci cita ‘organização criminosa’ do PT

Equipe BR Político

O conjunto de 23 depoimentos feitos pelo ex-ministro Antonio Palocci à Justiça aponta uma sucessão de ilícitos e propinas envolvendo o PT entre os anos de 2002 a 2014, que chegam a R$ 333,59 milhões, supostamente arrecadadas e repassadas por empresas, bancos e indústrias a políticos e partidos nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele fala em “organização criminosa” do partido, de acordo com o Blog do Fausto. As revelações feitas por Palocci em delação indicam que em um período de 12 anos houve grandes obras de infraestrutura, contratos fictícios, doações por meio de caixa 2 a campanhas eleitorais, liberação de recursos do BNDES e de créditos do Banco do Brasil, criação de fundos de investimentos, fusões e elaboração de Medidas Provisórias para favorecer conglomerados. Palocci fechou acordo de delação premiada com a Polícia Federal na Operação Lava Jato. Ele foi preso em setembro de 2016, na Operação Omertà, e condenado pelo então juiz Sérgio Moro a 12 anos e dois meses de reclusão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Entre as empresas citadas pelo ex-ministro estão: Grupo Odebrecht, AMBEV, Grupo Camargo Corrêa, Pão de Açúcar, Banco Safra, Casino, Instituto Lula, Grupo Pão de Açúcar, PAIC Participações, Votorantim, Aracruz, BTG Pactual, Grupo Parmalat, Itaú-Unibanco, Bradesco, Vale, Brasil Seguros, BNDES, Sadia-Perdigão, Qualicorp, Touchdown, OAS. Entre os políticos, a lista passa por Lula, Dilma, Fernando Haddad, Eduardo Cunha, Benjamin Steinbruch, Rubens Ommetto, Fernando Pimentel, Carlos Zarattini, Gleisi Hoffman, João Paulo Lima e Silva, Tião Viana, Lindbergh Farias, Luciano Coutinho e Delfim Netto.

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