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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em dia de lançamento, viabilidade do Aliança pelo Brasil segue sob risco

Equipe BR Político

O Aliança pelo Brasil, novo partido do presidente Jair Bolsonaro, que será lançado oficialmente nesta quinta-feira, 21, em Brasília, pode chegar a 2022 sem dinheiro e sem tempo de TV. A situação será semelhante com a do PSL, antigo partido do presidente, na eleição presidencial de 2018.

Isso porque as divisões do fundo eleitoral e do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV são feitas com base nos dados das últimas eleições gerais. Essa determinação é justamente uma espécie de barreira contra a criação desenfreada de novos partidos. E se a Aliança não conseguir que a verba do fundo migre juntamente com os dissidentes do PSL, a viabilidade da legenda fica sob risco, segundo a Folha. Ainda que seu líder-fundador ocupe a cadeira presidencial.

E é justamente a relação entre o cargo de presidente e o interesse pessoal de Bolsonaro na criação do novo partido que chama a atenção desde quando a crise no PSL se iniciou. Desde agosto, o presidente recebeu a advogada do partido, Karina Kufa, 12 vezes no Palácio do Planalto durante o expediente.

Além dela, no mesmo período, outro advogado da sigla, Ademar Gonzaga, se reuniu com o presidente oito vezes no Planalto. De agosto para cá, Kufa e Gonzaga também se reuniram com auxiliares diretos do presidente, como seu chefe de gabinete, Pedro de Sousa, e Célio Faria, assessor-chefe, de acordo com o colunista Lauro Jardim, no Globo.

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