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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em nome dos filhos

Vera Magalhães

Na minha coluna de hoje no Estadão mostro como o esforço de Jair Bolsonaro de blindar um dos filhos, o senador Flávio, das investigações a respeito de movimentações financeiras atípicas e relações não explicadas em seu gabinete na Assembleia do Rio propiciou um ataque coordenado a uma série de instituições e órgãos de controle do Executivo e ao Ministério Público. Estão nesse escopo uma parceria improvável com a ala do STF comandada por Dias Toffoli e Gilmar Mendes e as recentes investidas na Receita, na Polícia Federal e no Coaf, bem como a escolha do futuro procurador-geral da República.

A lógica, patrimonialista, não diferente da que faz Bolsonaro indicar outro filho, o 03 Eduardo, para a Embaixada do Brasil em Washington. O presidente não entende conceitos republicanos como a impessoalidade, e age tendo os interesses dos filhos em primeiro lugar. O resultado é que isso leva a uma fissura no monolito formado por bolsonarismo e lavajatismo, com os defensores da última doutrina começando a criticar as ações do presidente. Trato disso num próximo post.

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