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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em nota, Flávio Bolsonaro aponta perseguição

Vera Magalhães

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O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) divulgou neste sábado uma nota em que se diz vítima de uma campanha de difamação que promove “perseguição política” contra ele. No texto, o filho do presidente Jair Bolsonaro diz ainda que seu patrimônio é compatível com seus rendimentos, o que ficará comprovado.

A manifestação é a primeira de Flávio desde a prisão de seu ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, na última quarta-feira. Desde então, revelações soltadas a conta-gotas das investigações em curso por parte do Ministério Público e da polícia do Rio agravaram a situação de Flávio e aprofundaram as ligações entre as famílias Bolsonaro, Queiroz e Nobrega, do ex-policial e miliciano Adriano da Nóbrega, assassinado em fevereiro durante ação para que fosse preso na Bahia.

Entre essas revelações consta a informação de que Queiroz usava dinheiro vivo para pagar o plano de saúde e a mensalidade escolar das filhas do então deputado estadual. Estão em investigação, ainda, indícios de que dinheiro do gabinete de Flávio podem ter abastecido, por meio do recolhimento do percentual de salários de assessores (a chamada “rachadinha”) negócios com empreiteiras comandadas pelas milícias em comunidades na zona oeste do Rio.

Veio à tona, ainda, a relação de proximidade entre Queiroz e Adriano e suas famílias, inclusive encontros e contatos que tiveram quando o ex-policial, um dos investigados inclusive pela morte da vereadora Marielle Franco, em 2018, já estava foragido.