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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em nota, Moro volta a negar autenticidade das mensagens

Equipe BR Político

O Ministério da Justiça e Segurança Pública rebateu por meio de nota as informações divulgadas pela revista Veja nesta sexta-feira, 5, que envolvem supostas conversas do ministro Sergio Moro com membros da Operação Lava Jato. O texto afirma, mais uma vez, que Moro não reconhece a autenticidade das mensagens que, segundo ele, foram “obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente” e lamenta que a revista tenha se recusado a “encaminhar cópia das mensagens antes da publicação e tenha condicionado a apresentação das supostas mensagens à concessão de uma entrevista”. A nota justifica as ações do ex-juiz e atual ministro em cinco momentos.

No primeiro, Moro afirma que no pedido de revogação de prisão preventiva de José Carlos Bumlai “a solicitação de urgência, se autêntica a mensagem, teria sido feita em benefício do acusado e não o contrário”. Sobre o pedido de inclusão de uma prova no processo que envolvia Zwi Skornicki e Eduardo Musa, o ex-juiz diz que “não tem como confirmar ou responder pelo conteúdo de suposta mensagem entre terceiros”. Ele se refere a um diálogo que teria ocorrido em chat entre os procuradores Deltan Dallagnol e Laura Tessler. O terceiro ponto esclarecido na nota afirma que Moro “jamais mentiu ou ocultou fatos do STF” como indica a reportagem. No que se refere a uma possível delação do ex-deputado Eduardo Cunha, o ex-juiz diz que a eventual colaboração de Cunha “jamais esteve sob a responsabilidade” de Moro. Por fim, sobre o fato de aparecer nas mensagens dando prazos para a realização de operações, Moro diz que nesses casos é necessário que “haja planejamento para sua execução, evitando, por exemplo, a sua realização próxima ou no recesso Judiciário”.