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por Marcelo de Moraes

Em petição, senador tenta explicar dinheiro na cueca: ‘Irracional’

Equipe BR Político

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No pedido de afastamento entregue na manhã desta terça-feira, 20, ao Senado, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) tentou justificar os motivos para ter escondido R$ 33 mil na cueca. O parlamentar, que há poucas horas solicitou que a licença passasse de 90 para 121 dias, definiu o episódio como a “decisão mais irracional” de toda sua vida.

O senador Chico Rodrigues (DEM RR)

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) Foto: Dida Sampaio/Estadão

Na semana passada, o senador foi alvo da Polícia Federal em operação que apurava desvios de recursos destinados ao combate à covid-19 em Roraima. No documento, ele diz que “se vê obrigado” a pedir licença do mandato para reunir elementos para comprovar sua inocência.No período em que estiver fora, Chico Rodrigues ficará sem salário, e será substituído no cargo pelo filho Pedro Arthur Ferreira Rodrigues (DEM-RR), primeiro suplente do parlamentar.

“Em um ato impulsivo, acordado pela Polícia, de pijama, assustado com a presença de estranhos em meu quarto, tive a infelicidade de tomar a decisão mais irracional de toda a minha vida. Agora estou sendo linchado por ter comigo dinheiro lícito decorrente da atividade empresarial familiar. Os detalhes da apreensão, sabidos por todos, são fruto de uma reação impensada, de fato, mas, reação essa que jamais teve por objetivo ocultar produto de crime”, escreveu o senador no documento.

Assim como já havia sido alegado por seus advogados, no pedido de afastamento, o senador afirma que o dinheiro encontrado pela PF era para pagar funcionários que trabalham para empresa de sua família. O senador diz no documento que os valores provenientes da emenda de bancada, de R$ 27 milhões, foram creditados na conta bancária do Fundo Estadual de Saúde (FUNDES) em 12 de maio e seguem na conta ligada à Secretaria da Saúde de Roraima.

“A minha declaração de meu imposto de renda deste ano, que se encontra anexa, demonstra de forma inequívoca que eu já possuía dinheiro em espécie, lícito, devidamente declarado e de conhecimento das autoridades públicas”, disse.