Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Em posse, Covas diz que ‘estuda’ criar renda básica emergencial

Equipe BR Político

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta tarde de sexta, 1, em seu discurso de posse na Câmara Municipal, que sua equipe estuda implementar uma renda básica emergencial para 1,2 milhão de paulistanos ainda neste ano.

O tucano elencou três prioridades da sua gestão: o enfrentamento da pandemia, a retomada das aulas presenciais e amparo da população afetada com perda de emprego e renda pela disseminação do novo vírus. Seu mantra, disse, será “emprego, emprego, emprego”. “A prioridade está colocada: contribuir para diminuir as desigualdades sociais”, prometeu.

Covas também reiterou críticas já feitas na época de campanha contra o negacionismo científico, bem como o ódio e a intolerância, destacando que trabalhará a favor da democracia. Afirmou que é preciso menos polarização, mais conversa e criação de consenso. “O momento é de dialogo”, emendou.

Segundo Covas, sempre que uma das conquistas civilizatórias estiver sob ameaça, a cidade de São Paulo se levantará em sua defesa.

O prefeito também declarou que a cidade está pronta para efetuar vacinação em massa da população.

Após sua fala, o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), que presidia a Mesa, lembrou dois detalhes, um deles contra a mensagem do prefeito, sancionado no apagar das luzes de 2020: a retirada do direito de idosos acima de 60 anos de viajar gratuitamente em ônibus, trens e metrô na capital, além dos ônibus intermunicipais da Grande São Paulo, em uma ação conjunta com o governo estadual para reduzir os custos do transporte.

“Não houve um vereador que naquele dia tivesse (23 de dezembro) chamado atenção, nem o presidente nem o líder da Casa. Isso foi aprovado no silêncio e surpreendeu a população”, lembrou Suplicy. O outro ponto foi a criação do Parque do Bexiga para preservar o Teatro Oficina. O projeto enfrenta obstáculos com o dono do terreno vizinho ao patrimônio desenhado pela arquiteta Lina Bo Bardi, o empresário Silvio Santos. Em março, o projeto foi vetado.

Além de Suplicy, a vereadora Erika Hilton (PSOL), que foi colocada pelo partido como candidata à presidência da Câmara Municipal, também contestou a cidade de São Paulo descrita por Covas, e cobrou que a comissão de Direitos Humanos e Cidadania deixe de ser provisória e passe a ser permanente.

 

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