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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em resposta ao MP, Witzel diz que lockdown está em estudo

Equipe BR Político

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Em resposta ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro para que seja adotado lockdown no Estado e na capital do Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel (PSC) enviou um ofício ao órgão, na noite de quinta-feira, 7, no qual afirma que determinou que seja elaborada uma proposta de conteúdo com subsídios para que seja decretado o lockdown no Estado como medida de combate ao avanço do novo coronavírus.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Foto: Governo RJ

Entre as medidas citadas na resposta de Witzel estão o bloqueio de estradas; a criação de uma autorização para as pessoas circularem nas ruas; e a proibição de carros particulares nas vias, com algumas exceções. Não há determinação de prazo para implementação das medidas previstas. No documento, o governador admite que a rede de saúde estadual está muito próxima ao “colapso total.” E acrescenta que a criação dos nove hospitais de campanha não tem sido suficiente para atender a demanda diante do aumento descontrolado de casos.

A reposta de Witzel se baseia nas recomendações dadas pelo Conselho de Experts do governo na última reunião virtual, na terça-feira. Segundo o governador, o estudo também prevê estratégias para saída do lockdown e testagem em massa da população.

“Ademais já em andamento, o mesmo colegiado supra, encontra-se elaborando um plano de saída do lockdown, que deve incluir um conjunto de medidas voltadas para a saúde da população e da economia do estado, sendo pontuado por indicadores ou gatilhos, que balizarão os momentos ou fases dessa abertura, que será lenta e gradual, acompanhada por robustas medidas de fiscalização, acompanhamento e aplicação de sanções, plano este que, em linhas gerais, estará fundado na aplicação de estratégias de testagem de massa, que permitam monitorar a intensidade de portadores de anticorpos na população, sua variação temporal, e a identificação de indivíduos transmissores e seus contatos a serem submetidos a um regime de quarentena”, diz o documento assinado por Witzel.

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