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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em São Paulo, número de mortes pela covid-19 é maior nas periferias

Equipe BR Político

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Apesar de os bairros mais ricos e próximos ao centro registrarem a maior quantidade de pacientes com covid-19, é na periferia da cidade de São Paulo que está o gargalo relacionado ao número de mortes suspeitas de serem em decorrência do novo coronavírus. A informação foi revelada pelo Estadão, nesta sexta-feira, 17, e traz dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde.

Paraisópolis, em São Paulo

Paraisópolis, em São Paulo Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Enquanto bairros centrais e da zona oeste, como Barra Funda, Sé e Pinheiros registraram, cada um, entre uma e quatro mortes entre 23 de fevereiro e 11 de abril, distritos da zona norte, como Brasilândia e Cachoeirinha, no mesmo período, marcaram entre 30 e 39 mortos em decorrência do novo coronavírus.

Na capital, o bairro campeão em número de infectados é o Morumbi, com 252 registros. Por lá, três mortes foram registradas no período.

De acordo com a secretaria, o cenário reflete o problema da falta de testes e demora na análise dos exames que são feitos. Enquanto nas áreas mais ricas da cidade os pacientes têm acesso a laboratórios privados e resultados mais rápidos, na periferia os exames dependem exclusivamente dos laboratórios públicos, que podem demorar mais de um mês para analisar a amostra. Com isso, muitos pacientes são enterrados sem que as famílias saibam se a causa foi, de fato, coronavírus.