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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em seis meses, gastos médicos da Câmara chegam a R$ 93 mi

Equipe BR Político

De janeiro a junho, a Câmara dos Deputados gastou quase todo o orçamento previsto para o ano reservado para despesas médicas. Até agora, a Casa gastou R$ 93 milhões com assistência médica e odontológica de parlamentares e servidores. O valor é quase o mesmo desembolsado com os mesmos tipos de serviços no ano passado, quando foram gastos R$ 100 milhões, e se aproxima do montante total previsto no Orçamento de 2019 – R$ 117 milhões. Os R$ 93 milhões foram usados para serviços adicionais: custear o departamento médico da Câmara e reembolsar despesas dos parlamentares e dos servidores não cobertas pelo plano, como o tratamento dentário de R$ 157 mil de Marco Feliciano (Podemos-SP), revelou o Estadão.

Em nota, a Câmara afirmou que o reembolso da despesa odontológica foi autorizado pela Mesa Diretora, de acordo com o Ato da Mesa 89/2013, que estabelece as normas para esse tipo de pagamento. E que o “parecer do departamento médico foi seguido em sua totalidade”. Todos os deputados têm direito a um plano de saúde completo com cobertura logada à Caixa Econômica Federal, que é bancado pela Casa. O contrato é uma das despesas fixas mais altas da Câmara. Assinado em 2017, ele custa ao Parlamento R$ 445 milhões por dois anos de vigência. Desde 2013, a Câmara passou a autorizar quase que automaticamente despesas de até R$ 50 mil. Valores acima disso têm de passar por aprovação da Mesa Diretora, que pode aprovar qualquer quantia. No ano passado, a Câmara desembolsou R$ 8 milhões em reembolso médico aos parlamentares.