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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em vídeo, Boulos nega antissemitismo

Equipe BR Político

O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, divulgou um vídeo neste sábado para refutar campanha que vem sendo propaganda há algumas semanas na comunidade judaica atribuindo a ele declarações e posturas antissemistas pelo fato de ter feito, no MTST e no partido, a defesa dos direitos dos palestinos e terem batizado assentamentos de sem-teto com nomes em homenagem à Palestina.

No novo vídeo, Boulos afirma que ele e o partido são comprometidos com os direitos humanos e solidários com a luta de vários povos ao redor do mundo, entre eles os palestinos. “Na tentativa de propagar o ódio e a desinformação tem gente querendo chamar essa solidaridade de antissemitismo”.

Ele afirma que “abomina” o antissemitismo, algo que não tem lugar em sua candidatura. “Associar nosso posicionamento solidário [aos palestinos] a esse fenômeno repulsivo não só é desonesto, ofensivo, como extremamente irresponsável”, diz o candidato em sua manifestação.

A reação é a uma carta aberta assinada por André Lajst, cientista político e diretor da ONG StandWithUs, que tem circulado em redes sociais e no WhatsApp, juntamente com um vídeo antigo em que Boulos aparece saudando o dia 22 de maio como Dia Internacional de Jerusalém e dizendo que é uma cidade de “vários povos”, que não tem “dono”, e que a data deve ser lembrada como de solidariedade aos palestinos, “contra o massacre e a opressão que Israel faz com o povo palestino”, “pelo fim dos assentamentos ilegais” e pelo “direito de retorno dos refugiados palestinos”.

Na carta, Lajst diz que a data de 22 de maio foi proposta pelo Aiatolá Khomeini e tem como objetivo se opor ao sionismo e à existência do Estado de Israel. “O Dia de Al Quds não foi criado para ajudar os palestinos a terem o Estado próprio, mas para perpetuar o ódio, a discriminação e o desprezo pela existência de um lar nacional para o povo judeu”, diz.

No vídeo de resposta aos judeus, Boulos diz que a solidariedade com o povo palestino é compartilhada, inclusive, “com judeus no Brasil e no mundo todo”. Diz que viajou a Jerusalém e se encontrou com diversos judeus preocupados com as “políticas desumanas de Netanyahu” e sua “aliança com o bolsonarismo aqui no Brasil”.

Diz que defende “liberdade, igualdade e justiça” para o povo palestino, ao mesmo tempo em que se opõe “radicalmente ao antissemitismo e a todas as formas de intolerância”. “Isso é coerência, é defesa dos direitos humanos e está em linha com o direito internacional e as resoluções da ONU”. “Vamos combater o racismo, a xenofobia e todas as formas de discriminação na nossa cidade”, diz Boulos. Veja o vídeo a seguir: