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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em vídeo react, Bolsonaro pede respeito ao Legislativo dos EUA que salvou Trump

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro voltou a testar nesta quinta, 6, o formato react de vídeo ao fazer comentários em live pelo Facebook enquanto seu homólogo Donald Trump proferia ontem seu discurso pela televisão sobre o Estado da União. Durante 1 hora e 12 minutos, ele pediu, ao menos duas vezes, respeito ao Legislativo americano por absolver o presidente dos EUA no processo de impeachment por abuso de poder. “Foi uma mentira, uma farsa”, disse. Também por duas vezes negou que seja um “bajulador” de Trump. Adiantou que irá aos EUA em março, mas que não sabe se encontrará com o republicano.

Bolsonaro comparou o senador republicano Mitt Romney, que votou contra Trump, com seus ex-companheiros de PSL. “Nunca mais será esquecido (voto contra), assim com os traíras daqui que se elegeram e deram as costas para mim e bandearam pro outro lado”, disse. Os “traíras” de Bolsonaro são aqueles que foram foram eleitos graças a sua popularidade, “mas o interesse de uma parte do PSL, uma parte, falou mais alto, não da cabeça para cima, mas a região da cintura deles falou mais alto para poder ficar com o partido o fundão bilionário. E esquecer de você que votou nele por causa das bandeiras que eu tinha”, avaliou.

Também tentou, mais uma vez, tirar do próprio colo o ônus da política de preço dos combustíveis no contexto em que blefa com a proposta de zerar os impostos que incidem sobre eles caso os governadores façam o mesmo com o ICMS. Ele afirmou que não quer “problemas com governadores”, mas repetiu: “Tem que apontar quem é o responsável por isso aí”. Eis que a partir do desabafo entra o ministro Paulo Guedes, puxa uma cadeira, para reiterar que o Brasil vai crescer em 2020 “o dobro” do que cresceu em 2019. Na sequência entram ainda o ministro Wagner de Campos Rosário, da CGU, para falar de como os ministérios da Esplanada estão se livrando da corrupção, segundo ele, e o superintendente da Zona Franca de Manaus, o coronel da reserva Alfredo Alexandre Menezes Júnior.

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