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por Marcelo de Moraes

Em volta ao trabalho, Mourão cita ‘sintomas pesados’ da covid

Equipe BR Político

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Depois de duas semanas isolado para tratamento da covid-19, o vice-presidente Hamilton Mourão retornou, nesta segunda-feira, 11, aos trabalhos em Brasília. Na chegada ao prédio da Vice-Presidência, o general de 67 anos relatou a jornalistas que nos primeiros dias após o diagnóstico, em 27 de dezembro, apresentou “sintomas pesados” da doença.

O vice-presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Adriano Machado/Reuters

No tratamento, Mourão usou hidroxicloroquina, medicamento que não tem eficácia comprovada cientificamente no combate à covid-19, no enfrentamento à doença.

“Tive três dias ali que os sintomas realmente foram mais pesados. E depois, não. Tomei a medicação aí que é preconizada e, a partir do quinto ou sexto dia, eu estava bem”, relatou o general, que faz parte do grupo de risco.

Vacina

Sobre as vacinas, na avaliação de Mourão, “no final das contas”, todos os imunizantes registrados pela Anvisa serão adquiridas, independentemente da politização do tema.

“Pelo que eu conheço ali do pessoal do Ministério da Saúde, eu julgo que eles vinham preparando isso aí já de algum tempo. Desde o ano passado eu falei para vocês que o governo iria adquirir toda e qualquer vacina que fosse certificada pela Anvisa. Ficou aquela discussão… E, no final das contas, estão sendo adquiridas as vacinas que vão ser certificadas. Os Estados têm material para iniciar a imunização. E o governo federal pode fazer uma requisição aí de seringa e agulha e complementar o que for necessário”, disse.

200 mil mortos

Ao ser perguntado sobre a marca de 200 mil mortes no País desde o início da pandemia, Mourão lamentou o alto número de vítimas, mas disse que  a medicina está salvado a maioria dos infectados.

“A nossa medicina está salvando mais de 97% das pessoas que são contaminadas. Infelizmente, a gente tem esse número elevado. Agora nos últimos dias eu perdi dois amigos de longa data para essa doença. Mas a nossa medicina tem feito um papel muito bom. Quando você olha a realidade dos números, existe um número significativo de gente que faleceu. Mas nós temos mais de 7,5 milhões de pessoas curadas. Isso é efeito da nossa medicina.”

 

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