Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Empresa diz que uso do termo ‘detratores’ em relatório do governo foi um ‘erro’

Cassia Miranda

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A BR+ Comunicação, empresa contratada pelo governo federal para monitorar influenciadores digitais, emitiu nota nesta terça-feira, 1, para pedir desculpas pelo uso do termo “detratores” no relatório que listou um grupo de 81 jornalistas e formadores de opinião e sugeriu medidas para lidar com críticas dos influenciadores nas redes sociais.

A lista foi revelada pelo jornalista Rubens Valente, do UOL, e mostra que o relatório separou os nomes em três grupos: os “detratores” do governo Bolsonaro, do Ministério da Economia e/ou do ministro Paulo Guedes, os “neutros informativos” e os “favoráveis”.

Segundo a BR+ Comunicação, o uso termo “detrator”, costumeiramente utilizado para se referir a traidores da pátria, “foi um erro de processo, já corrigido
pela empresa”, afirmou em nota.

“Nosso padrão de monitoramento, que é uma técnica comum e utilizada por todas as assessorias, utiliza as expressões ‘Negativo’, ‘Positivo e ‘Neutro’. Pedimos desculpas ao cliente e aos influenciadores pelo mal entendido, que, reiteramos, já foi sanado”, diz a empresa.

A lista

Intitulado de “Mapa de influenciadores”, o relatório analisou postagens feitas em maio de 2020 sobre o Ministério da Economia e o ministro Paulo Guedes. Entre os supostos “detratores” estão nomes como o da editora do BRPolítico, Vera Magalhães, Guga Chacra, Xico Sá, e Cynara Menezes, por exemplo.

Dentro do governo, a BR+ Comunicação tem contrato com o Ministério da Ciência e Tecnologia, que é aproveitado pela pasta da Economia por meio de um Termo de Execução Descentralizada de junho de 2020, no valor total de R$ 2,7 milhões, que inclui outros serviços de comunicação.