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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Empresário que apoiou Bolsonaro sugere impulsionar ataques ao Congresso

Equipe BR Político

Uma troca de mensagens de Whatsapp entre empresários do Instituto Brasil 200, que apoiou a eleição de Jair Bolsonaro, com imagens e vídeos de ataques ao Congresso chegou ao conhecimento de parlamentares e levantou suspeitas sobre a origem do financiamento de mensagens com agressões ao Legislativo. As mensagens foram divulgadas pela coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira, 27.

Na conversa, o empresário Edgard Corona, dono da rede de academias Bio Ritmo, sugere investir no impulsionamento de vídeos que atacam o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). À coluna, Corona admitiu que compartilhou vídeos com ataques a Maia, mas só para “as pessoas (do Brasil 200) saberem que eles existem”. Ele afirmou que o grupo está preocupado com os rumos da reforma tributária no Congresso e que apenas disse aos colegas que são necessários “recursos para divulgar, dentro da lei, a nossa posição”. O empresário ainda elogiou o Congresso, e afirmou que no ano passado “a produção legislativa foi brilhante”.

Foto: Print da conversa publicado pela Coluna da Mônica Bérgamo/Reprodução

O movimento Brasil 200, nome do grupo em que ocorreu a troca de mensagens, é presidido por Flávio Rocha e conta com empresários como Luciano Hang, da Havan, Sebastião Bomfim, da Centauro, e João Appolinário, da Polishop. O grupo lançou na semana passada um movimento contra os projetos de reforma tributária que tramitam no Congresso, defendendo uma reforma baseada na proposta do ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra, com desoneração da folha de pagamento e criação de uma “nova CPMF”.

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