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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Enfraquecido, Moro ressalta a importância de sua pasta

Equipe BR Político

Desgastado pela insistência do presidente Jair Bolsonaro em trocar o comando da PF, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, aproveitou um evento no qual participava nesta quinta-feira, 5, para ressaltar a importância da segurança pública para os cofres do governo. Segundo o ministro, altos índices de criminalidade geram temores em investidores e turistas. “O governo está na direção certa trazendo mais segurança pública para as pessoas e melhorando o ambiente de negócios”, disse o ex-juiz na conferência “Agenda do Brasil para Crescimento Econômico e Desenvolvimento”, promovida pelo Council of the Americas (COA).

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa da Conferência das Américas, evento realizado em Brasília

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O ministro afirmou que o governo federal criou um novo sistema para medir as estatísticas sobre crime. Esse sistema indica uma queda de 25% no número de homicídios. “Antes que se desconfie dos dados oficiais, esses dados convergem com os apresentados por essas ONGs, em geral elas não têm muito a simpatia do governo federal”, afirmou.

O ex-juiz também não perdeu a chance de relembrar a Operação Lava Jato, que lhe deu reconhecimento nacional, e sua importância para o combate à criminalidade. “Sempre soubemos que a corrupção era um grande problema no Brasil e nós vivenciamos nos últimos anos essa gigantesca investigação”, disse. Moro também criticou a política de segurança pública de governos anteriores, como a criação das Unidades Pacificadoras (UPPs), no Rio de Janeiro, e a falta de ações para isolar líderes de organizações criminosas em São Paulo.

Você viu aqui no BRPolítico que a pressão do presidente Bolsonaro para tirar Maurício Valeixo, indicado por Moro, do comando da PF quase provocou um “racha” na relação do presidente com o ministro. Depois de uma “DR“, porém, os dois pareciam ter se acertado. No entanto, o ex-juiz continua sofrendo derrotas no governo e, se não tiver carta branca para indicar o sucessor de Valeixo, poderá perder de vez o poder de comando, segundo o Broadcast Político. A boa notícia para o ministro, porém, é que a última pesquisa do Datafolha indica que sua popularidade ainda é alta entre os brasileiros.