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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Enquanto Norte e Nordeste se fecham, SP e Rio postergam lockdown

Gustavo Zucchi

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Enquanto diversos Estados do Norte e Nordeste brasileiro vão adotando medidas cada vez mais rígidas para tentar conter a expansão do coronavírus, os dois principais polos da doença no Brasil postergam a decisão de decretar um “lockdown”. Tanto São Paulo quanto o Rio de Janeiro tratam a forma mais rígida de quarentena como “último caso”.

Tanto São Paulo quanto o Rio de Janeiro tratam a forma mais rígida de quarentena como 'último caso'

Tanto São Paulo quanto o Rio de Janeiro tratam a forma mais rígida de quarentena como ‘último caso’ Foto: Tiago Queiroz/Estadão

“Desde o dia 13 de março o Rio de Janeiro adotou algo muito próximo daquilo que se considera o lockdown”, disse o governador fluminense, Wilson Witzel, na noite da última quarta-feira, 6, em suas redes sociais, afirmando que irá “intensificar a fiscalização”. “A recomendação do Ministério Público pede exatamente isso”, disse. Na última segunda-feira, 4, ao participar do Roda Viva, Witzel afirmou que estaria conversando com o MP-RJ para verificar a melhor maneira adotar medidas mais rígidas.

Já em São Paulo, onde o governador João Doria havia falado de iniciar uma flexibilização na próxima segunda-feira, 11, disse que “não descarta” adotar um lockdown caso seja necessário, mas que essa decisão ocorreria mais para frente. Por sua vez, o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, afirmou que o isolamento radical “está entre as opções”, mas que seria apenas a “última alternativa”.

Os paulistas somam 3.045 mortes, liderando o ranking brasileiro. Os fluminenses aparecem em segundo, com 1.205 óbitos registrados na última quarta, segundo dados do Ministério da Saúde. Enquanto isso, Estados como o Ceará (848 mortes), Pará (392 mortes) e Maranhão (291 mortes), já adotaram o lockdown. Outros Estados como o Amazonas e Pernambuco devem seguir em breve pelo mesmo caminho.