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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Entidade de pró-reitores protesta contra corte de bolsas da Capes

Equipe BR Político

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Em meio à pandemia de covid-19 e urgência do desenvolvimento de pesquisas para encontrar soluções no tratamento do coronavírus, a Capes, segunda maior entidade financiadora da pesquisa do País, publicou uma portaria alterando os limites de corte de bolsas e pegou de surpresa as entidades acadêmicas do Brasil. O Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), que reúne os chefes de pesquisa do País, pede a revogação da nova norma.

Pró-reitores afirmam que a decisão representa perda de bolsas "severa" aos programas

Pró-reitores afirmam que a decisão representa perda de bolsas “severa” aos programas Foto: JF Diorio/Estadão

Em recente nota, a Foprop afirma que a decisão representa uma perda de bolsas “severa” aos programas de pós-graduação “independente da nota ou região em que se encontram”.

Em defesa da medida, a Capes publicou nota nesta semana afirmando que não foi alterado nenhum critério de concessão, e que a portaria “tratou apenas do estabelecimento de pisos e tetos de concessão de bolsas para os cursos”.

Pelas regras anteriores, nenhum programa poderia perder mais que 10% do total de bolsas. Já o novo texto determina que cursos com nota igual a 3 no conceito Capes estarão sujeitos a uma redução de até 50% nos benefícios, enquanto os mais bem avaliados podem ter cortes de até 20%. Segundo a entidade de pró-reitores, os critérios anteriores haviam sido discutidos com os chefes das áreas de pesquisa e a sua revogação representa agora um “grave quebra de confiança entre a Capes e a comunidade acadêmica da pós-graduação no País.”

De acordo com as contas de universidades de prestígio na área da pesquisa, até cursos de excelência, como o de engenharia elétrica da USP, poderão perder subsídios para pesquisa. Os reitores pedem a revogação imediata da portaria que define as novas regras. 

“Conclamamos a Capes a restabelecer o caminho do diálogo de que tanto o Brasil necessita, particularmente nesse momento de crise gerada pela pandemia causada pelo COVID-19, cujo enfrentamento demanda o fortalecimento da nossa capacidade de produção científica e tecnológica, comprovando a importância do investimento em ciência e tecnologia”, diz a nota dos pró-reitores.

O ministro da Educação publicou nesta semana nas redes sociais que “novamente espalham MENTIRAS!” e afirmou que a Capes está aumentando “em quase 6.000 o número de bolsas de mestrado e de doutorado.”

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