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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Entidade responsabiliza governo por morte de índios

Equipe BR Político

Após a morte de três indígenas no último sábado, 7, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Igreja Católica, emitiu uma nota pública, no domingo, 9, na qual responsabiliza o governo de Jair Bolsonaro, a Funai e o Ministério da Justiça pelos crimes. Duas das mortes ocorreram no Maranhão, as vítimas eram da etnia Guajajara. A outra foi no Amazonas, a vítima era do povo Tuyuca.

“As autoridades do governo federal tem negado os direitos indígenas, incitado o preconceito e o ódio na população e acobertado a invasão dos territórios e a violência física contra os povos”, diz trecho da nota, segundo o Estadão.

Em outro trecho, o Conselho lembra que o ministro das Minas e Energia disse que estava preparando um Projeto de Lei para ser enviado ao Congresso com o objetivo de regulamentar a exploração de minérios e outras atividades da agropecuária nos territórios indígenas. “Os direitos dos povos indígenas têm sido negociados e entregues à bancada ruralista, que já tem o controle das ações da Funai em Brasília e nas regiões”, diz trecho da nota.

Ainda segundo avaliação do Conselho, o Ministério da Justiça, ao qual a Funai é subordinada, “está omisso e o ministro Sérgio Moro se nega a receber os representantes indígenas que têm solicitado audiências para resolver pendências territoriais”. No sábado, o ministro Sérgio Moro afirmou, via Twitter, que enviou uma equipe da PF para a região para investigar o crime e a motivação.

https://twitter.com/SF_Moro/status/1203432400497324035

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