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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Entidades demonstram preocupação com criação da nota de R$ 200

Equipe BR Político

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Dez entidades da sociedade civil, incluindo a Transparência Partidária e o Instituto Não Aceito Corrupção, emitiram uma nota pública criticando a proposta do Banco Central de criar uma cédula no valor de R$ 200. Elas argumentam que uma nota de maior valor irá beneficiar crimes de colarinho branco, como a corrupção, mas que também a decisão não faz sentido ante os próprios dados do BC, que indicam um queda no uso do papel-moeda.

“É preciso registrar, ainda, que a decisão do Banco Central brasileiro sequer parece encontrar respaldo nos dados apurados pela própria autoridade monetária, uma vez que de acordo com o relatório ‘O brasileiro e sua relação
com o dinheiro’, publicado pela autarquia em 2018, 85% dos brasileiros costumam portar quantias inferiores a R$ 100 em dinheiro vivo”, diz a nota.

Ainda avisam que estiveram com a Diretora de Administração do Banco Central do Brasil, Sra. Carolina Barros, em meados de 2019, e que até então a postura do órgão era de até mesmo estudar a retirada da nota de R$ 100 de circulação. “Nesse contexto, é necessário destacar, desde logo, que representantes das entidades subscritoras reuniram-se em meados do ano passado com a Diretora de Administração do Banco Central do Brasil, Sra. Carolina Barros, na sede da autarquia em Brasília/DF, para tratar da tendência mundial de restrição ao uso de bilhetes de alto valor e pleitearam a adoção das medidas necessárias para o encerramento da produção e paulatina restrição da circulação de notas de R$ 100. ”

Diversos países adotam práticas semelhantes. A União Europeia, por exemplo, tirou de circulação notas com valor mais alto para combater os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Além de serem menos utilizadas pela população devido às dificuldades em conseguir troco.

Confira a nota completa:

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Nota de R$ 200