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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Entidades unidas por veto à Lei do Abuso

Vera Magalhães

A aprovação de Lei de Abuso de Autoridade uniu instituições que historicamente têm disputas por espaço e até mesmo críticas mútuas à atuação uma das outras, como entidades representativas de juízes, procuradores e policiais. O coro uníssono é para que Jair Bolsonaro vete a lei –algo que auxiliares mais próximos do presidente com os quais conversei desde quarta-feira evitam cravar que ele fará. Reportagem do Globo também mostra divergências na equipe de Bolsonaro quanto ao que fazer.

Reportagem do Estadão desta sexta compila as críticas dessas entidades de classe, que vão da forma açodada como a proposta foi aprovada até a descrição eivada de subjetividade das condutas passíveis de punições –muitas delas duríssimas. Conversei também com parlamentares que participaram da costura da aprovação dos projetos e eles dizem que, nos bastidores, essas entidades não foram assim tão combativas ao texto. A AMB, por exemplo, teria apenas sugerido a supressão de poucos artigos. Deputados dizem que os representantes de classe consideram o texto aprovado melhor que o originário da Câmara, que corria em paralelo. / V.M.